O Sol Também É Uma Estrela | Crítica

O-Sol-Também-É-Uma-Estrela-Crítica-Woo-Who

Em O Sol Também É Uma Estrela, Natasha Kingsley (Yara Shahidi) é uma jovem apaixonada por ciência, tentando impedir que sua família seja deportada para Jamaica levando-a pra longe de seus sonhos e do lugar que aprendeu a chamar de lar. Daniel Bae (Charles Melton) é um filho de imigrantes sul-coreanos tentando realizar o sonho de seus pais que desejam que ele curse medicina, mas Daniel prefere a poesia. Por acaso ou destino, seus caminhos se cruzam, apresentando uma infinidade de possibilidades na vida de um improvável, e talvez impossível, casal. Da diretora Ry Russo-Young o filme é baseado no livro homônimo da Nicola Yoon

“Comparado ao tempo de vida do Universo, nossas vidas começam e terminam num único dia” é com essa premissa que Ry Russo-Young nos leva a uma história cheia de nuances, capaz de conquistar o público com uma trama direta que assume seus pontos mais fracos sem subestimar a inteligência do espectador. Ritmo acelerado e um senso de urgência bem apresentado, são ingredientes chave para fazer desse romance algo a mais do que o esperado. O uso de cores quentes e uma trilha sonora marcante, ajudam a deixar o longa por mais tempo na memória.  

Yara Shahidi entrega uma atuação muito natural, fazendo com que seja fácil acreditar em sua personagem, e em cada trejeito posto em cena. Natasha é uma menina que acredita em coisas que se pode provar por meio de experimentos, uma cientista nata, que por consequência acaba por não acreditar em amor como algo mágico. O arco da personagem explora sua força e coragem para lidar com problemas muito maiores que uma simples paixão. Charles Melton consegue acompanhar em pé de igualdade sua companheira de cena, encarnando o estereótipo do artista com o sonho interrompido pelos parentes. Daniel persegue seus objetivos mesmo quando contraria a lógica. A química entre os dois é um dos pontos mais altos do filme. 

Para além do romance, o longa trata da situação do imigrante nos Estados Unidos, a família de Natasha ilustra bem o drama de ser obrigado a ir embora do local onde se criou raízes, uma realidade que afeta muitas famílias com diferentes níveis de violência social. De forma rápida, o filme toca também no racismo estrutural que faz com que a família de Daniel seja extremamente preconceituosa, chegando a sugerir que Natasha mude seus cabelos para ficar mais “bonita”. 

O Sol Também É Uma Estrela chega aos cinemas em 16 de maio

Confira abaixo o trailer oficial do longa:

Para mais informações sobre O Sol Também É Uma Estrela, curtam e sigam nossas Redes Sociais.