A Favorita | Crítica

A Favorita Crítica Woo Who

Lady Sarah (Rachel Weisz) é a Duquesa de Marlborough, uma mulher que exerce uma grande influência na corte da Rainha Anne (Olivia Colman), servindo até mesmo como voz real em reuniões oficiais, tendo como principal antagonista, Robert Harley (Nicholas Hoult) que almeja os favores da rainha. Com a chegada de Abigail (Emma Stone), uma prima distante de Sarah que passa a trabalhar como empregada no palácio, aos poucos um jogo de interesses começar a minar a influência da Duquesa. O filme ambientado na Inglaterra do século XVIII, é dirigido por Yórgos Lánthimos.

Com diálogos precisos que mostram de uma forma quase didática relações de poder, o longa sequestra a atenção do espectador desde a primeira cena. A forma como os personagens são apresentados traduz através de pequenos detalhes sua posição e importância dentro da corte inglesa, algo que se estende a um figurino impecável, perucas, maquiagem e cores muito bem escolhidas. Os ângulos de câmera trabalham a favor do filme, servindo tanto para ditar o tom das cenas quanto para dar evidência a detalhes de um cenário belíssimo, dando profundidade a corredores e fazendo com que o público possa sentir a amplitude de cada cômodo.

Olivia Colman consegue ir do cômico ao trágico em questão de segundos, conferindo camadas a sua personagem, provocando o público a sentir empatia pela figura que representa mesmo em momentos controversos, todas as suas expressões estão bem desenvolvidas e capturadas de maneira primorosa. A figura dura, e muitas vezes de caráter duvidoso, interpretada por Rachel Weisz protagoniza momentos memoráveis ao lado de suas parceiras de cena, entregando uma personagem complexa e imprevisível. Emma Stone, como é de se esperar, rouba para si cada segundo de tela, sua personagem tem um arco de desenvolvimento dentro da trama que provoca amor e ódio com a mesma intensidade. Nicholas Hoult também cresce bastante dentro do filme, com uma atuação consistente, encarnando uma figura digna de asco.

Dividido em capítulos, A Favorita desenvolve uma história de traição e jogo de poder, mostrando em momentos pontuais as excentricidades da corte e a forma como as pessoas podem mudar e se vender em troca de ascensão social, algo que acontece de forma gradativa dentro de uma trama que se encerra abruptamente, sem mostrar em totalidade as consequências das ações desenvolvidas. A Favorita chega aos cinemas brasileiros dia 24 de janeiro.

Confira abaixo o trailer oficial do longa:

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