Bright | Crítica Will Smith estrela filme sobre seres místicos vivendo nos tempos atuais

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Bright. David Ayer vai te levar a um cenário de fantasia nos dias atuais, com direito a elfos, fadas, orcs, e outros seres fantásticos convivendo em um mesmo mundo e enfrentando os conflitos sociais da contemporaneidade. Will Smith é Ward, um policial obrigado e ter como parceiro o orc Jakoby, vivido por Joel Edgerton. A trama é uma quimera de fantasia e policial, aproveitando muito bem os estereótipos dos dois gêneros. O trio de personagens principais é completo por Lucy Fry, na pele da misteriosa elfa, Tikka.

Desde a introdução, a estética de Bright condiciona o olhar do espectador, somos rapidamente introduzidos ao universo que será trabalhado, através de referências visuais bastante objetivas. É possível identificar a assinatura de David Ayer a partir da a primeira sequência até a dinâmica entre os personagens ao decorrer do longa. A ação dentro do filme tem um ritmo excelente e foge do óbvio em alguns momentos, com uma trilha sonora que não deixa nada a desejar.

 Não é novidade que o diretor sabe trabalhar bem dramas pessoais, Corações de Ferro já nos deu um bom exemplo disso, e vemos mais uma vez esse trabalho ser bem executado. As diferenças sociais resinificadas nos arquétipos de cada espécie são dignas de elogio, elfos como os mais privilegiados, humanos como uma classe intermediária, e os orcs como uma classe marginal, o que não é uma grande novidade, mas a forma como isso é apresentado no contexto do longa valoriza bastante o argumento.

Embora Ward seja vendido como personagem principal, Will Smith não entrega nada de novo e seu personagem se torna um pistoleiro genérico, já o orc Jakoby consegue provocar bem mais empatia, através de seus conflitos e sonhos, construindo um personagem que dá vontade de acompanhar por mais tempo que o filme possibilita. A sensação de que o mundo onde Bright acontece pode se expandir está presente em todo longa, espécies que aparecem ao fundo, profecias, lendas, até mesmo a magia te chama a querer saber um pouco além do que está sendo mostrado, ver um Dragão sobrevoando a cidade ao longe enche o coração de esperanças de que algo do tipo possa ser explorado numa sequência. Além disso, a Tikka merece ser melhor desenvolvida em um segundo filme.

Se você já jogou RPG tem mais um motivo para assistir Bright, características vistas nos livros foram adaptadas com respeito no longa. O filme está disponível desde o dia 22 na Netflix, e já justificou a mensalidade de dezembro.

 

 

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